sábado, 21 de outubro de 2017

Luz, Câmera, Ação: Clint Eastwood

              Ele era conhecido como um dos galãs dos filmes western nos anos 60. Atuou em muitos filmes, mas também tem um grande trabalho como diretor. Vamos conhecer um pouco sobre a vida e obra de Clint Eastwood.
              Clinton Eastwood Jr, nasceu em 31/05/1930, em São Francisco, Califórnia. Também é envolvido em política, chegou a ser prefeito de Carmel-By-The-Sea, também na Califórnia.Trabalhou como atendente em um posto de gasolina, tocou piano em um bar e até foi bombeiro.Sua carreira de ator no cinema começou no final dos anos 50.
                Se destacou mesmo como o "Homem Sem Nome" na trilogia dos dólares, dirigidos por Sergio Leone: Por um punhado de dólares, Por uns dólares a mais e Três Homens em Conflito. Seus papéis geralmente foram de homens durões, sejam bandidos ou policiais.
                 Foi casado duas vezes e tem sete filhos (cinco mulheres e dois homens), incluindo o também ator Scott Eastwood. É proprietário de um clube de golfe, um hotel e um restaurante. É conhecido também por ser defensor dos animais.
                  O primeiro filme que dirigiu foi Perversa Paixão, em 1971. Atuou em grande parte dos filmes que dirigiu. Alguns tiveram um enorme destaque, como o romance As Pontes de Madison, onde atua ao lado de Meryl Streep, um filme simplesmente belíssimo! Sobre Meninos e Lobos também é um excelente drama com um elenco fantástico, que inclui Sean Penn, Tim Robbins e Kevin Bacon.
                    Como não podia faltar em seu currículo, dirigiu alguns faroestes, sendo o mais famoso Os Imperdoáveis, de 1992. Alguns consideram o último grande faroeste da história do cinema.

                   Menina de Ouro, de 2004 também foi um grande sucesso de público e crítica, e traz Hillary Swank como protagonista. Meus filmes preferidos dirigidos por ele são As Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra, acho simplesmente fantástico mostrar a visão da Segunda Guerra Mundial por dois povos diferentes. Um outro filme seu que adoro é Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, acho ótima a forma como a história foi contada e o filme tem personagens excelentes e exóticos.
                    Ainda dirigiu outros sucessos como Gran Torino, Invictus, J. Edgar e Sniper Americano. Muitas bandas escreveram músicas inspiradas nele, e a banda Gorillaz lançou uma com seu nome.Ganhou o Oscar de Melhor Diretor por Os Imperdoáveis e Menina de Ouro.  Ele com certeza deixou sua marca em Hollywood e no mundo, e ainda tem muita bala na agulha. Com certeza um dos melhores diretores do seu tempo.
                    FILMOGRAFIA (COMO DIRETOR):

  • Perversa Paixão (1971)
  • O Estranho Sem Nome (1973)
  • Interlúdio de Amor (1973)
  • Escalado Para Morrer (1975)
  • Josey Wales, o Fora da Lei (1976)
  • Rota Suicida (1977)
  • Raposa de Fogo (1982)
  • Impacto Fulminante (1983)
  • O Cavaleiro Solitário (1985)
  • O Destemido Senhor da Guerra (1986)
  • Bird (1987)
  • Coração de Caçador (1990)
  • Os Imperdoáveis (1992)
  • Um Mundo Perfeito (1993)
  • As Pontes de Madison (1995)
  • Poder Absoluto (1997)
  • Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal (1997)
  • Crime Verdadeiro (1999)
  • Cowboys do Espaço (2000)
  • Dívida de Sangue (2002)
  • Sobre Meninos e Lobos (2003)
  • Menina de Ouro (2004)
  • As Cartas de Iwo Jima (2006)
  • A Conquista da Honra (2006)
  • Gran Torino (2008)
  • A Troca (2008)
  • Invictus (2009)
  • Além da Vida (2010)
  • J. Edgar (2011)
  • Jersey Boys: Em Busca da Música (2014)
  • Sniper Americano (2015)
  • Sully- O Herói do Rio Hudson (2016)
  • The 15:17 To Paris (2017)
  • Impossible Odds (2017)

           
     

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Sacrifícios devem fazer parte da vida

                   Não sou uma pessoa que viajou muito em minha vida, fisicamente falando. Já minha mente voa milhares de quilômetros todos os dias...Outro dia estava de bobeira na piscina (nada parecida com uma olímpica, está mais para uma banheira de fibra rs), ouvindo música e viajando longe...De repente uma abelha pousou em meu braço, me assustei e o sacudi, deixando ela cair na água, ela ficou se debatendo e logo iria morrer afogada. Pensei, se salvá-la, ela vai me picar e acabar morrendo da mesma forma, mas estava naqueles dias de sensibilidade mais aflorada em que um comercial de margarina pode te fazer chorar e decidi sacrificar meu braço e tirá-la da água. Para minha surpresa, ela não fez nada, só caminhou pelo meu braço, até que consegui colocá-la na borda. Depois de um tempo, nem me lembrava dela, ela passou fazendo um voo acrobático em minha frente (é, sou um pouco exagerada), mas aquilo me deixou feliz.

                 Mas a questão não é minha história de heroína de abelhas, mas a viagem seguinte que minha mente fez, desencadeada por essa situação. Fiquei pensando no quanto nos sacrificamos de verdade nessa vida por quem quer que seja, e que talvez poderíamos mudar muitos destinos... Não tenho filhos, e muitas vezes observando essa geração, não me anima muito.Não sou mãe por não gostar de crianças, mas porque não achei o parceiro ideal, e acredito que é muito importante para a criança ter os dois em sua vida, sempre que possível. Apesar de não ser mãe, mas tomo a minha como um grande exemplo, ser mãe ou pai, não é dar tudo de bandeja e não preparar os filhos para a vida real.Vemos muitos pais dizendo que trabalham tanto e estão se "sacrificando" por seus filhos, mas não os vejo fazendo os maiores sacrifícios, que é sacrificar um pouco do seu tempo para brincar com ele de verdade, ou contar uma história, ao invés de dar um videogame ou celular em suas mãos, não querem sacrificar o afeto dos filhos. Eu muitas vezes chorei de raiva dos meus pais, mas hoje vejo que tudo que eles me negaram e me cobraram foi para me fortalecer. Eles não querem sacrificar sua paz, evitando ao máximo o confronto, quando muitas vezes ele é simplesmente inevitável. Nunca generalizo nada, mas o que vejo em boa parte são pais relapsos criando uma geração fraca, fútil e melindrosa....
                   A falta de sacrifícios não se encontra só nas relações entre pais e filhos, mas em todas as nossas relações. em uma relação amorosa, seja qual for, ninguém quer ser aquele que cede (eu mesmo já fiz isso muitas vezes, não estou me eximindo da culpa, sou orgulhosa e egoísta e tento trabalhar isso todos os dias), ou um cede totalmente, prolongando uma situação sem futuro. Ou mais uma vez, é mais fácil evitar o conflito e partir pra outra...Nas amizades, queremos sempre que o outro goste e faça o que fazemos. No trabalho, cada um quer fazer sua parte, o outro que acompanhe o ritmo, que se vire com suas tarefas, se for algo comissionado então, pode- se formar uma pequena guerra...
                  Por favor, não me levem a mal, tudo isso serve de grande reflexão para mim também, muitas noites vou dormir pensando no quanto tenho que progredir, e revendo alguns atos que certamente não foram necessários. Sempre dizemos que temos que deixar um planete melhor para as próximas gerações, mas acho que é hora de tentarmos ser melhores todos os dias, darmos melhores exemplos e deixar melhores gerações para este mundo!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dica de Filme: O Mordomo da Casa Branca

                                         Ficha Técnica:

Título Original: The Butler
Ano: 2013
Gênero: Drama
Direção: Lee Daniels
Elenco: Forest Whitaker, Oprah Winfrey, John Cusack, Cuba Gooding Jr, Terrence Howard, Lenny Kravitz, James Marsden

               Com a história ao fundo, vemos neste drama de uma forma poética, como era  e ainda é ser negro nos Estados Unidos. O filme conta a história de Cecil Gaines (Forest); na verdade o filme é baseado na vida de Eugene Allen, que foi um mordomo negro na Casa Branca por trinta e quatro anos, porém alguns fatos muito trágicos do filme não fizeram parte da vida de Eugene, felizmente; um garoto que vivia em uma fazenda de algodão na Geórgia, e vê sua mãe ser estuprada e seu pai morto sem nenhuma piedade por um senhor branco.
                A mãe do assassino leva então o garoto para ser um "criado de casa", onde ele aprendeu a servir. Ao ficar mais velho, ele vai para a cidade, passa a trabalhar em um pequeno hotel, depois em um grande hotel, até que vai parar na Casa Branca.
                Cecil é tudo que um mordomo deveria ser, faz o seu trabalho de uma foma impecável, é extremamente discreto e muito dedicado. Em contradição, sua família muitas vezes sofre com isso, pelo pouco tempo que ele tem disponível, e de seus dois filhos, um decide ao entrar para a universidade, lutar pelos direitos civis dos negros.
                   Uma das questões muito legais do filme, é a capacidade de adaptação que o ser humano necessita para viver em sociedade. Cecil precisa fazer seu trabalho, e cada presidente é extremamente diferente do outro.
                   Com certeza, também deve ter sido muito difícil ouvir tanta coisa sobre racismo ocorrendo ao redor do mundo em primeira mão, e não poder esboçar a menor opinião e revolta!!
                   O filme fez bastante sucesso, e a atuação de Forest Whitaker mais uma vez não decepciona. Oprah Winfrey também brilha. Apesar das questões levantadas de haver muitas diferenças entre o personagem e o verdadeiro mordomo, o filme é uma excelente pedida. É um drama contado na medida certa, com algumas pitadas de humor e uma boa dose de realidade. Até a próxima dica!



terça-feira, 3 de outubro de 2017

Grandes Vilões das Telas: Jack Torrance

               Ele não é o típico vilão. Na verdade, no início do filme simpatizamos muito com o personagem e torcemos por seu sucesso. Criado pelo mestre do suspense e terror Stephen King, este é o protagonista de um de seus maiores sucessos: O Iluminado. O vilão é Jack Torrance, imortalizado na tela pelo diretor Stanley Kubrick em 1980, e quem interpretou brilhantemente (sem trocadilhos com o título, que na verdade se refere ao garoto da história) foi Jack Nicholson.
              Jack é um escritor e ex-professor, tendo perdido seu emprego em uma escola preparatória, por conta do alcoolismo. Longe da bebida, ele aceita o emprego de zelador de um hotel, o Overlook, durante o duro inverno do Colorado, e parte para lá com sua família.
              Ele acredita que o isolamento vai aproximá-lo de sua família novamente, seu filho Danny, um telepata sensível as forças sobrenaturais, e sua esposa, a dócil e submissa Wendy. E ele pretende aproveitar toda essa tranquilidade para escrever um livro, o qual ele acredita que será um sucesso.
                Tudo parece ocorrer bem no início, Jack escreve bastante, sua esposa cuida de tarefas rotineiras e seu filho explora o hotel com seu triciclo.... mas as aparências enganam....Com Danny tendo visões assustadoras e inexplicáveis nos quartos, e Jack cada vez mais perdendo a paciência, e se tornando um homem ora apático, ora agressivo.
                    Jack então passa a ser "consumido" pelo hotel., com visões também bizarras, e até uma cena no bar "desativado", onde um gentil garçom o serve e ouve um desabafo sobre seu casamento. Depois, em uma festa a fantasia (lembrem-se que o hotel está vazio!!), o "antigo zelador" lhe diz que ele deve corrigir sua família. Ele então logo explode, e passa a perseguir sua esposa e filho, com um machado, em cenas marcantes e de um suspense frenético!
                    O livro que ele estava escrevendo? Sua esposa ao verificar a máquina de escrever, descobre que são muitas páginas com uma só frase: " Muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um cara bobão", seria mais ou menos a tradução (All work and no play makes Jack a dull boy).
                    O autor do livro em uma entrevista disse que não gostou do filme, nem da interpretação de Nicholson. Mas o público com certeza gostou, o filme se tornou um clássico, e com certeza é apavorante! E o "louco do machado" passou a ser um dos maiores vilões das telas!!! 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Corrupção Sempre Termina em Morte

            Todos os dias vemos nas notícias do mundo todo, muitos, mas muitos casos de corrupção. Nós brasileiros infelizmente estamos mais por dentro dessa realidade. E sempre me pego pensando, no que termina a corrupção? Em morte....
            Sim morte, seja física, moral, da dignidade....mas o resultado só pode ser esse. Quando uma enorme quantia de dinheiro é desviada de seu propósito, as consequências são catastróficas. São muitas pessoas que morrem porque o sistema de saúde não vai ter como pagar o salário de todos os médicos necessários, vai faltar equipamentos, medicamentos, os servidores irão entrar em greve se não tiverem seus salários pagos em dia, ou para brigar por um reajuste, o qual na maioria das vezes vai ser negado por falta de fundos, porque alguém já pegou esse dinheiro!
             Quando um dinheiro é desviado, vai faltar para a educação, que possibilitaria a formação de novos profissionais de qualidade, que contribuiriam muito para que a "ordem e progresso" não fossem só palavras jogadas em nossa bandeira. É o professor descontente com os baixos salários, é a violência nas escolas. É o adolescente que vai para o crime, que só chega a dois caminhos: morte ou prisão!
            E se tratando do nosso país, não é para pensarmos só em Brasília não! Até as menores cidades tem seus escândalos. A Operação Lava Jato colocou o assunto mais em evidência, mas muito dinheiro já foi e ainda é desviado em todos os níveis de administração!
            Um dos casos mais recentes foi o do ex-ministro Geddel Vieira Lima (do PMDB), o qual foi preso preventivamente por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foi encontrado em um apartamento, o qual o empresário Silvio Antônio Cabral Silveira admitiu ter emprestado ao ex-ministro, a quantia de 51 milhões de reais!! O quanto isso não poderia fazer de coisas boas para o povo??
             Claro que ficamos com raiva dos culpados por todo esse dinheiro desviado, sejam políticos, empresários, civis, policiais, mas eles também já encontraram a morte....Eles não tem alma, não tem dignidade, tem as mãos cheias de sangue....A única coisa que pulsa neles ainda é uma ambição desmedida, que vai com certeza destruir a vida de muitas pessoas honestas e trabalhadoras!


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Vale a Pena Conferir: Polícia Federal: A Lei é Para Todos

                                                Ficha Técnica:
Ano: 2017
Gênero: Policial
Direção: Marcelo Antunez
Elenco: Angelo Calloni, Flávia Alessandra, Marcelo Serrado, Ary Fontoura, João Baldasserini, Rainer Cadete, Bruce Gomlevsky

             Não costumo escrever sobre filmes que ainda estão no cinema, até mesmo porque a correria do dia a dia e a crise econômica não me permitem ir  tanto quanto gostaria assistir os filmes na telona rs. Mas esse filme nacional que estreou no dia da nossa Independência, 07/09, com certeza é um longa que vale a pena assistir.
            Claro que vão existir aqueles que dizem que é filme de coxinhas (gente quando me chamam de coxinha não fico brava, fico é com fome!), propagandista, que demoniza os investigados e exalta os policiais e funcionários do Ministério Público responsáveis pelas investigações e processos. Eu achei um ótimo filme, muito bem produzido, com ótimas atuações e que infelizmente retrata grande parte da nossa realidade...
             O filme traz a história da Operação Lava Jato, desde seu início como parte de outra operação, uma grande investigação de tráfico de drogas, que levou ao doleiro Alberto Youssef, até seus inúmeros desdobramentos, que mostrou um imenso esquema de corrupção, nas mais diversas áreas e com todo tipo de gente envolvida, de traficantes a políticos do alto comando. Mostra também as dificuldades que a polícia e a justiça enfrentam ao bater de frente com poderosos, e muitas vezes presos nos entraves de leis ultrapassadas, que trazem consigo também imensas brechas....
              Todos os atores são ótimos em seus papéis, a equipe da Polícia Federal mostra uma sintonia entre os atores, e como vemos em nosso dia a dia, são pessoas muito diferentes que tem que colocar as diferenças de lado, visando o todo. Entre as figuras ilustres vemos Marcelo Serrado em uma personificação do juiz Sérgio Moro, a mesma fala mansa, os mesmos olhares e gestos.
              Mas para mim, a cereja do bolo, foi o grande ator Ary Fontoura dando vida ao ex-presidente Lula. Uma grande interpretação, mostrando o político e o homem, como duas faces da mesma moeda. Fazia tempo que um filme nacional me cativava desta forma. Recomendo aproveitar o mês da Independência, baixar o lado tupiniquim, e correr para os cinemas para assistir.


             

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Boy Magia da Semana: Chace Crawford

              Este deus grego, digo americano, se destacou por seu papel na série teen Gossip Girl, exibida de 2007 a 2012, onde interpretava o rico e bom moço (que as meninas enganavam pobrezinho! Mas também pegou geral na série) Nate Archibald. Apesar de hoje procurar papéis mais maduros, certamente foi este que o lançou ao estrelato.
             Christopher Chace Crawford, nasceu em 18/07/1985, em Lubbock, no Texas. Cresceu no interior do Texas, e mudou-se para Los Angeles para cursar a universidade, e começou a atuar por hobby. Fez alguns telefilmes, até conseguir o papel em Gossip Girl, e passou a dividir seu tempo entre Los Angeles e Nova York.
             Seus maiores papéis de destaque ainda são em séries, mas participou de alguns filmes, como estrelou o filme Twelve- Vidas Sem Rumo, no papel de White Mike, ao lado de Emma Roberts. Em 2011 atuou na comédia Paz, Amor e Muito Mais, com Jane Fonda e Elizabeth Olsen.
              Em 2012 interpretou Marco, na comédia romântica O Que Esperar Quando Você Está Esperando, que tem Jennifer Lopez, Cameron Diaz e Rodrigo Santoro no elenco. Em 2014 integrou o elenco da comédia dramática Mountain Man, interpretando Cooperao lado de Tyler Labine e Ben Cotton.
              Em 2015 estrelou a série Blood and Oil, que contava a trajetória de um jovem casal que se muda para uma cidade fictícia após a descoberta de petróleo. A série porém foi cancelada na primeira temporada. Tem alguns projetos no cinema para estrear em breve.  Esperamos muitooooo ansiosas, pois  além de talento, sobra muita, mas muita beleza!! Até o próximo Boy Magia!! Kisses!!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Dica de Filme: Que Mal Eu Fiz à Deus?

                                         Ficha Técnica:

Título Original: Qu'est-ce Qu'on a Fait au Bon Dieu
Ano: 2014
Gênero: Comédia
Direção: Philippe de Chauveron
Elenco: Christian Clavier, Chantal Lauby, Ary Abittan, Julia Piaton, Frédérique Bel, Noom Diawara, Medi Sadoun, Tatiana Rojo

             Comédia não é meu gênero favorito de filme, então se escrevo sobre uma, é porque realmente acho que vale a pena. Esse filme me arrancou muitas gargalhadas, com situações inusitadas e atuações muito boas.
            O casal Verneuils, tem quatro belas filhas, todas adultas, e três já casadas. Uma boa situação financeira, hora perfeita para aproveitarem a vida, certo? Só que não...Eles são católicos conservadores, e como muitas pessoas de sua geração, tem dificuldades para viver em um mundo globalizado, e não são muito contentes por suas filhas terem escolhido para maridos homens de diferentes crenças e nacionalidades: temos um advogado de origem argelina, um gestor chinês e um empresário judeu.
            Quando a última filha solteira anuncia que vai se casar com um católico, a família se enche de expectativas, mas entram em choque ao descobrir que o noivo é africano. O pai da noiva decide tentar sabotar o casamento e encontra um aliado: o pai do noivo!
           São muitas situações hilárias, e apesar de todos se saírem bem no longa, o destaque com certeza vai para Christian Clavier, que vive o sr Verneuil, só suas expressões já garantem muitos risos!
           É muito interessante ver como cada pessoa reage as interações entre diferentes nacionalidades e religiões, e como o medo de parecer intolerante acaba muitas vezes piorando a situação. Além disso, o filme tem uma excelente fotografia, onde a sempre bela França se destaca com certeza.

           


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Talento em Foco: Colin Farrell

              Ele é um ator muito talentoso, versátil, e de brinde ainda é um gato! Já fez mocinhos, vilões, reis, loucos...Filmou Blockbusters e filmes independentes. O Talento em Foco da vez é o de Colin Farrel.
             Colin James Farrell nasceu em 31/05/1976, em Dublin, na Irlanda. Começou sua careira de ator nos anos 1990. Seu primeiro papel no cinema foi em 1999, no filme Zona de Conflito, como Nick. No início dos anos 2000 os papéis foram surgindo. Em 2002 protagoniza o suspense de Joel Schumacher Por um Fio.
               Um papel que lhe trouxe destaque foi como o oficial Jim Street, no longa S.W.A.T, em 2003. No mesmo ano contracena com a lenda Al Pacino, no filme O Novato, interpretando James Clayton, um aspirante a agente da CIA.
              Viveu o vilão Bullseye no longa Demolidor- O Homem Sem Medo. Também viveu o grande conquistador Alexandre, no filme de mesmo nome do diretor Oliver Stone, um de seus papéis que mais gosto. Ele soube demonstrar a sede pelo poder, a vaidade e no fim a desconfiança e a loucura que tudo isso traz, de uma forma bem coerente.

             Em 2005 também viveu um papel bem interessante no filme Pergunte ao Pó, como Arturo Bandini, um homem tão contraditório e em conflito que às vezes temos raiva do personagem. Em 2007 trabalha no filme de Woody Allen O Sonho de Cassandra, onde rouba a cena como o perturbado Terry (ele leva jeito para interpretar os perturbados rs).
            Em 2008 faz uma excelente parceria com o ator Edward Norton no longa Força Policial, onde vive Jimmy Egan, um policial que não aparenta ser tão honrado...Participou também do filme de fantasia O Mundo Imaginário do Dr Parnassus, filme que conta com um grande elenco como Johnny Depp e o saudoso Heath Ledger.

                Um papel inovador em sua carreira e muito interessante, foi na comédia Quero Matar Meu Chefe, como Bobby Pellit, um herdeiro de uma empresa com sérias tendências psicopatas e que faz realmente um inferno na vida de seus empregados. Em 2011 viveu o vampiro malvado bonitão no remake A Hora do Espanto. Em 202 viveu o protagonista no também remake O Vingador do Futuro.
                 De seus últimos filmes aos quais assisti dois me chamaram bastante a atenção por sua atuação: Presságios de Um Crime, onde ele interpreta o frio assassino Charles Ambrose (que ainda tem o dom de ser um vidente!). O filme conta com Anthony Hopkins no elenco; e Miss Julie, onde a protagonista interpretada por Jéssica Chastain, é uma filha de um aristocrata no final do século XIX, e entediada decide seduzir o empregado de seu pai John (Farrell), num jogo de gato e rato, onde nada é o que parece. O filme tem diálogos incríveis e traz a também ótima atriz Samantha Morton no elenco.
               Com papéis bem inusitados, incluindo em filmes bem fora do contexto tradicional hollywoodiano, ele com certeza provou ser um artista muito talentoso. Além disso, em 2003 foi eleito pela revista People como uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo. Com seus 41 anos ainda manda muito bem! que continue a trilha de sucesso.
                Sua filmografia:

  • Zona de Conflito (1999)
  • Um Criminoso Decente (2000)
  • Tigerland- A Caminho da Guerra (2000)
  • Por Um Fio (2002)
  • Minority Report- A Nova lei (2002)
  • A Guerra de Hart (2002)
  • S.W.A.T. (2003)
  • O Novato (2003)
  • O Custo da Coragem (2003)
  • Demolidor- O Homem Sem Medo (2003)
  • Um Lugar no Fim do Mundo (2004)
  • Alexandre (2004)
  • Pergunte ao Pó (2005)
  • O Novo Mundo (2005)
  • Miami Vice (2005)
  • O Sonho de Cassandra (2007)
  • Na Mira do Chefe (2007)
  • Força Policial (2008)
  • Testemunhas de Uma Guerra (2009)
  • Ondine (2009)
  • O Mundo Imaginário do Dr Parnassus (2009)
  • Coração Louco (2009)
  • O Último Guarda Costas (2010)
  • Caminho da Liberdade (2010)
  • Quero Matar Meu Chefe (2011)
  • A Hora do Espanto (2011)
  • Sete Psicopatas e um Shih Tzu (2012)
  • Sem Perdão (2012)
  • O Vingador do Futuro (2012)
  • Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013)
  • Reino Escondido (2013)
  • Arthur e Lancelot (2013)
  • Um Conto do Destino (2014)
  • Miss Julie (2014)
  • Presságios de um Crime (2015)
  • Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016)
  • O Estranho que Nós Amamos (2017)


           

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ícones da Moda: Coco Chanel

             A moda mudou muito desde que os homens passaram a usar peles de animais para proteger seus corpos do frio. Mas nessa indústria inconstante, alguns nomes sempre conseguem um destaque especial. Ela foi uma mulher muito à frente de seu tempo e conseguiu deixar sua marca no mundo: Coco Chanel.
             Gabrielle Bonheur Chanel, nasceu em Saumur, na França, em 1883. Sua mãe, Eugénie, era uma lavadeira solteira. Seu pai, um vendedor de roupas ambulante, acabou se casando com sua mãe, e nem imaginava que seu sobrenome se tornaria imortal através de sua filha prodígio.
               Quando tinha doze anos, sua mãe faleceu de bronquite. Seu pai a colocou com sua irmã em um orfanato. Quando fez dezoito anos, ela foi morar em uma pensão para moças católicas, o Institut Notre-Dame de Moulins, onde ela se aperfeiçoa em costura e reencontra uma tia, Adrienne, de idade muito próxima a sua. Em 1903, ela e a tia são encaminhadas a um atelier de costura de enxovais.
               Por volta de 1907, ela cantava em um café-concerto, onde surgiu o apelido de Coco, e onde ela conheceu muitos homens influentes. Acaba por se envolver com Etienne Balsan, um rico herdeiro, que lhe abriu as portas da alta sociedade.
                Frequentando este novo círculo, ela conhece o milionário inglês Arthur Capel, com o qual teve um longo e irregular romance, mas foi ele que lhe ajudou a abrir sua primeira loja, de chapéus, em 1910. Em 1919, Arthur morre em um acidente de carro. Gabrielle abriu então uma casa de costura, que também vendia chapéus. Começou a vender roupas para ir à praia e montar a cavalo. Inovou lançando as primeiras calças femininas.
                No início de 1920, ela se apaixona pelo grão duque russo, agora no exílio, Dmitri Paylovich Romanov. o romance influenciou em suas criações, ela desenhou roupas com temas do folclore russo, contratando várias bordadeiras para essa empreitada. Nesta década foi quando suas criações passaram a fazer grande sucesso. Ela misturava conforto e elegância, fazia uma fusão entre o guarda roupa masculino e feminino, e encurtou as saias! Em 1922 criou o icônico perfume Chanel N 5.
               Vestia celebridades e ditava tendências. Porém durante a Segunda Guerra Mundial, fechou a sua casa e até chegou a trabalhar como enfermeira, mas permaneceu na França. Neste período envolveu-se romanticamente com um oficial da Inteligência Alemã, Hans Dincklage. Este romance acabou custando muito caro, pois os franceses condenaram este affair, e deixaram de frequentar a Casa Chanel. Começou a vender para o outro lado do Atlântico e foi morar na Suíça.
                A ex-primeira dama americana Jackie Kennedy a pôs de volta em evidência, saindo em muitas revistas com seus tailleurs, casacos e sapatos. Coco volta a morar na França.
                 Coco faleceu em 1971, no Hotel Ritz, onde morava. Deixou sua marca, um estilo atemporal, provando que o básico pode ser tão chique. Seus tailleurs, as listras, o clássico vestido preto, o tweed e o jérsei que não faziam parte do guarda roupa feminino. Sem nos esquecermos da bolsa de matelassê com alças, que até hoje fica entre as peças mais desejadas entre as mulheres. E claro, no corte de cabelo batizado com seu nome, que recebe muitas variações, mas praticamente se tornou imortal.
                   Uma mulher que viveu sob suas regras, e graças a Deus transmitiu isso para nosso vestuário, e mostrou que para atingir a beleza não precisa ser uma tortura! Sua biografia foi retratada no filme Coco Antes de Chanel, interpretada pela atriz francesa Audrey Tautou, em 2009. Nas palavras da prórpia Coco: "A moda passa, o estilo permanece".