sábado, 8 de junho de 2019

Deixou Saudade: Elizabeth Taylor

               Ela foi uma grande estrela do cinema. Uma das mulheres mais bonitas do século XX e muito talentosa. Teve uma vida um pouco conturbada, mas seu nome e sua arte ficaram gravados na história e com certeza ela deixou muitas saudades. Vamos falar um pouco sobre a diva Elizabeth Taylor.
               Elizabeth Rosemond Taylor, nasceu em Londres, em 27 de fevereiro de 1932. Seus pais, americanos que viviam na Inglaterra, retornaram aos Estados Unidos com o começo da Segunda Guerra Mundial. Começou sua carreira de atriz bem cedo, seu primeiro filme foi aos dez anos de idade. Participou dos sucessos A Força do Coração e A Coragem de Lassie, que trouxe para as telas a cadela Collie mais famosa do cinema.
               Em 1951, interpretou Angela Vickers, no clássico Um Lugar ao Sol, seu primeiro papel adulto. O filme foi um sucesso de público e crítica e consolidou sua carreira. Nos anos 50 começou também os casamentos, foram oito em sua vida (dois com o mesmo marido, Richard Burton) . O primeiro ocorreu em 1950, com Conrad Nicholson Hilton.
                   Dona de olhos azuis-violeta e um grande carisma, se tornou uma das maiores estrelas da MGM. Apaixonada por jóias e um dos grandes ícones da moda, Liz, como era conhecida (dizem que ela não gostava muito do apelido mas ficou marcado), nasceu para brilhar.
                   Teve papéis de destaque nos anos 50, como nos filmes A Última Vez que Vi Paris e Assim Caminha a Humanidade, este último trazia as estrelas Rock Hudson e James Dean. Em 1960 ganhou o Oscar de Melhor atriz por seu papel em Disque Butterfield 8. 
                      Em 1958 protagonizou o grande sucesso Gata em Teto de Zinco Quente, ao lado do galã Paul Newman. E em 1959 ganhou o Globo de Ouro por sua atuação em De Repente no Último Verão.
                     Em 1963 estrelou um de seus filmes mais consagrados, o qual lhe rendeu um contrato milionário, o épico Cleópatra, contracenando com Rex Harrison e Richard Burton, com o qual com o qual começou um romance. O filme teve uma das gravações mais conturbadas do cinema, problemas de produção, e quase levou o estúdio a falência, mas sem dúvidas se tornou um clássico.

                      Em 1967 ganhou novamente o Oscar de Melhor Atriz por seu papel em Quem Tem Medo de Virginia Woolf, onde contracena novamente com Richard Burton. Ao longo de sua vida teve alguns problemas com álcool e drogas, mas sempre dando a volta por cima. Lutou por muitas causas, como em defesa das pessoas com HIV. Foi uma das poucas pessoas que ficaram ao lado do ator Rock Hudson, o qual faleceu por complicações relacionadas a AIDS em 1985, quando as pessoas ainda não tinham muita consciência de como a doença se manifestava. Teve quatro filhos. Foi grande amiga do cantor Michael Jackson. Teve uma longa e brilhante carreira e deixou muitas saudades...Faleceu em 23 de março de 2011, de insuficiência cardíaca.


                                                FILMOGRAFIA:

  • Lassie, A Força do Coração (1943)
  • Jane Eyre (1944)
  • A Mocidade é Assim Mesmo (1944)
  • A Coragem de Lassie (1946)
  • Nossa Vida com Papai (1947)
  • As Delícias da Vida (1947)
  • Travessuras de Julia (1948)
  • O Príncipe Encantado (1948)
  • Quatro Destino (1949)
  • Traidor (1949)
  • O Pai da Noiva (1950)
  • A Verdade Não Se Diz (1950)
  • Um Lugar ao Sol (1951)
  • O Netinho do Papai (1951)
  • Ivanhoé, O Vingador do Rei (1953)
  • A Jovem que Tinha Tudo (1953)
  • Rapsódia (1954)
  • No Caminho dos Elefantes (1954)
  • O Belo Brummel (1954)
  • Assim Caminha a Humanidade (1956)
  • A Árvore da Vida (1957)
  • Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
  • De Repente no Último Verão (1959)
  • Disque Butterfield 8 (1960)
  • Gente Muito Importante (1963)
  • Cleópatra (1963)
  • Adeus às Ilusões (1965)
  • Quem Tem Medo de Virginia Woolf (1967)
  • A Megera Domada (1967)
  • O Pecado de Todos Nós (1967)
  • Os Farsantes (1967)
  • O Homem que Veio de Longe (1968)
  • Cerimônia Secreta (1968)
  • Jogo de Paixões (1970)
  • X, Y e Z (1972)
  • Sob o Bosque de Leite (1972)
  • Unidos Pelo Mal (1972)
  • Os Divorciados do Século (1973)
  • Vigília nas Sombras (1973)
  • Meu Corpo em Tuas Mãos (1973)
  • O Caso de uma Vida (1974)
  • O Pássaro Azul (1976)
  • A Maldição do Espelho (1980)
  • As Colunistas do Escândalo (1985)
  • Doce Pássaro da Juventude (1989)
  • Os Flinstones (1994)
  • As Damas de Hollywood (2001)


             

Muito Além de Hollywood: A Noiva do Diabo

             Hollywood claro tem ótimos filmes, mas às vezes se pensarmos fora da caixa um pouco e procurar por produções não hollywoodianas, encontramos verdadeiras pérolas, como este filme finlandês/sueco/norueguês A Noiva do Diabo. 
              Encontrei este filme em um dia que estava com paciência para navegar no vasto catálogo da Netflix, sua sinopse me chamou a atenção e decidi dar uma chance ao longa. Na história (ele é baseado em fatos reais) no ano de 1666, nas ilhas Aland, que pertenciam a Suécia, uma garota sonhadora Anna (Tuulia Eloranta) é filha adotiva da curandeira do local. Ela se apaixona por um pescador que está retornado ao local depois de um bom tempo fora, o qual ela conta a sua melhor amiga que vê em seus sonhos. Mas só então ela se dá conta de que ele é Elias, marido de Rachel, moradora da ilha, e que é sua amiga também.
                 Em meio a tudo isso, um juiz (vivido por Magnus Krepper) é enviado a ilha pela Igreja, para descobrir e punir pessoas dedicadas a bruxaria e feitiçaria. A curandeira é a primeira na mira do juiz. Ela era uma grande conhecedora do poder da natureza, dos benefícios e poder de cura das plantas, fazia os partos e ajudava mulheres que eram vítimas de estupro por um membro do clero, quando estas além do trauma acabavam engravidando.
               Anna vê nessa caça a solução para seu amor impossível....Mas não contava com as piores consequências...Várias mulheres foram condenadas neste período...
              Essa é a grande sacada do filme, mostrar a hipocrisia das religiões, valendo-se do nome de um Deus, que na verdade é puro amor e nada tem a ver com essas atrocidades cometidas pelo homem. Além de uma história muito bem desenvolvida, a fotografia do filme é linda! Vale a pena assistir.