terça-feira, 16 de outubro de 2018

Diferenças Lado a Lado: Downton Abbey

                A primeira vista pode parecer maçante uma série que trata sobre uma família nobre em uma grande propriedade e seus serviçais, mas realmente não é nada disso. Essa série é simplesmente apaixonante. De brinde temos uma magnífica fotografia. A série Downton Abbey chegou ao seu final em dezembro de 2015, mas ao que tudo indica irá virar filme, com seu elenco original, ainda sem data de estréia.
               A série traz a família aristocrática inglesa Crawley e seus empregados, no início do sécilo XX. Downton Abbey é a imensa propriedade, a qual após a morte do herdeiro de Robert Crawley a bordo do Titanic,ele então descobre que ela será herdada por um sobrinho distante Matthew, nada tradicional para os padrões da propriedade. Isso causa uma certa animosidade entre o rapaz e Lady Mary,já que pela lei esta não podia herdar a propriedade por ser mulher.
                 Robert e sua esposa são boas pessoas, muito amáveis com seus empregados, e embora haja toda a etiqueta a ser seguida, há uma amizade, que é posta a prova porém quando a filha caçula Sibyl se apaixona pelo motorista irlandês revolucionário.
                 É muito divertido também a relação entre os empregados. Existe uma rivalidade e diferença de classes entre eles. O mordomo Charles Carson é uma figura a parte, todo cheio de cerimônias e tão preocupado com seus patrões (ele nunca seria o assassino da história) Temos a doce Anna, dama de companhia de Lady Mary. E do lado negro da força temos Thomas Barrow, o valete que parece estar contra tudo e contra todos, mas ao longo da série veremos que ele é na verdade uma pessoa complicada e atormentado por seus fantasmas,e muitas vezes é influenciado por O'Brien a dama de companhia de Lady Crawley. Suas alegrias e tristezas são contados de uma forma suave e bela ao longo da série.
               Outra coisa muito legal da série é que ela mostra alguns acontecimentos históricos muito importantes, como a Primeira Guerra Mundial, e seus impactos na vida das pessoas. Outro fator é o progresso, que começa a surgir cada vez mais rápido e a dificuldade das pessoas, de todas as classes a se adaptarem a ele. Pra terminar uma personagem que com certeza merece destaque é a condessa viúva Violet Crawley, interpretada pela atriz britânica Maggie Smith. Ela garante boa parte das situações hilárias da série, e também protagoniza algumas das cenas mais emocionantes.E sua sabedoria resolve muitas das situações. Vale a pena ver e rever.

sábado, 13 de outubro de 2018

Talento em Foco: Alicia Vikander


                   Ela é uma das melhores atrizes da nova geração. Seu curriculum só aumenta, com grandes produções e filmes consagrados. Uma jovem atriz, versátil e que provavelmente terá uma extensa carreira pela frente. O Talento em Foco vai falar um pouco sobre Alicia Vikander.
                   Alicia Amanda Vikander, nasceu em 03 de outubro de 1988, em Gotemburgo, na Suécia. Sua mãe era atriz de teatro e seu pai um psiquiatra. Ainda na infância ela começou a estudar ballet, e aos quinze anos mudou-se para Estocolmo para estudar na escola superior de ballet, e participou de algumas grandes produções. Depois de várias lesões, ela decide dedicar-se ao teatro, foi rejeitada duas vezes por algumas escolas, e estava quase desistindo e partindo para o rumo do Direito, mas sua carreira então começou a deslanchar.
               Começou sua carreira com papéis em curta metragens e séries de tv suecas, se destacando na série Andra Avenyn. Em 2010 protagoniza o filme sueco Til det som är vackert , onde interpreta uma secretária, Katarina, que quer desesperadamente escapar de sua vida. Seu primeiro pepel em inglês foi na adaptação de 2012 de Anna Karenina, protagonizado por Keira Knightley. No mesmo ano interpreta a rainha Carolina Matilda, no longa dinamarquês O Amante da Rainha. 

                2015 realmente foi o seu ano, onde estrelou sete filmes e teve várias indicações a diferentes premiações. Mas entre seus papéis de maior destaque estão os do filme Ex Machina, onde ela interpreta Ava, um robô de inteligência artificial, que vai ser testado por um programador, porém ao longo dos testes, ela acusa seu "criador" de abusos e experiências antiéticas.

               O outro papel de destaque lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, no aclamado A Garota Dinamarquesa, protagonizado por Eddie Redmayne. No filme ela interpreta a pintora e esposa do pintor Einar Wegner, o primeiro homem a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. Por este papel ganhou ainda o SAG Award e o Critic's Choice Movie Award e foi indicada ao Globo de Ouro.
               Seu último filme ao qual assisti Amor e Tulipas, é um romance muito belo e divertido, ambientado na Holanda no século XVII. O filme traz Cristoph Watlz no elenco. Outro filme seu que deve ser visto é Juventudes Roubadas, onde interpreta Vera Brittain, uma jovem de família rica e com um futuro promissor pela frente, que se vê perdendo tantas coisas por conta da Primeira Guerra Mundial. Em 2018 protagonizou Tomb Raider: A Origem, interpretando a personagem do jogo de mesmo nome Lara Croft. Como eu disse, é uma estrela em ascensão e tem tudo para uma longa e próspera carreira. É casada (momento inveja rs) com o também ator Michael Fassbender.
                               Filmografia:

  • Pure (2010)
  • O Amante da Rainha (2012)
  • Anna Karenina (2012)
  • O Quinto Poder (2013)
  • Hotel Terapêutico (3013)
  • Sangue Jovem (2014)
  • O Sétimo Filho (2014)
  • Juventudes Roubadas (2014)
  • Ex Machina: Instinto Artificial (2015)
  • Pegando Fogo (2015)
  • O Agente da U.N.C.L.E. (2015)
  • Eu Sou Ingrid Bergman (2015)
  • A Garota Dinamarquesa (2015)
  • Jason Bourne (2016)
  • A Luz Entre Oceanos (2016)
  • Submersão (2017)
  • Euphoria (2017)
  • Amor e Tulipas (2017)
  • Tomb Raider: A Origem (2018)

domingo, 23 de setembro de 2018

Boy Magia da Semana: Dan Stevens

              Ah como eu adoro o charme britânico. E ele o representa muito bem. Com traços de príncipe encantado e modos de lorde inglês, ele derrete muitos corações. O Boy Magia vai falar um pouco sobre Dan Stevens.
               Daniel Jonathan Stevens, nasceu em 10 de outubro de 1982, em Londres, Inglaterra. Foi uma criança e adolescente rebelde, mas muito inteligente, o que o levou a famosa escola Tonbridge, em Kent. Depois do colégio foi estudar Literatura e acabou se engajando no teatro.
             Começou a atuar em teatro, e em 2006 estrelou na TV, uma adaptação do livro A Linha da Beleza, produzida pela BBC. No mesmo anos, em outra adaptação da BBC, Drácula, interpretou Lord Holmwood.
             Em 2008 atuou na minissérie Razão e Sensibilidade, adaptação da obra de Jane Austen. Fez outras participações em séries e filmes para a TV, mas se destacou como Matthew Crowley (simplesmente um sonho!) na premiada série Downtown Abbey, papel que interpretou de 2010 a 2012.
               
            Em 2013 atuou no longa O Quinto Poder, ao lado de Benedict Cumberbatch e Alicia Vikander, sobre a criação do website Wikileaks. Também atuou em Uma Noite no Museu 3, e no suspense O Convidado, de 2014. O filme traz um soldado que se apresenta a família Peterson, dizendo ser um amigo de seu filho que morreu em combate, e uma série de mortes estranhas começam a ocorrer.
               Em 2015 atua no longa Um Negócio de Risco, ao lado do veterano John Travolta. Em 2017 atua com outro veterano, Richard Gere em Norman: Confie em Mim, como Bill Kavish.
               Em 2017 também atua em um grande sucesso, a adaptação da Disney de A Bela e a Fera, onde dá vida a Fera, ao lado de Emma Watson como a Bela. No mesmo ano ainda atua em Marshall: Igualdade e Justiça, com Chadwick Boseman.
               Atualmente está na série Legion , ligada ao universo X-Men, onde ele interpreta Haller, um mutante diagnosticado com esquizofrenia quando jovem. A série está em sua terceira temporada. Ainda estreará com o filme O Apóstolo. Que venham muitos sucessos ainda! Até o próximo Boy Magia! Kisses!!

Dica de Filme: Laranjas e Sol

                                                   Ficha Técnica:
Título Original: Oranges and Sunshine
Ano: 2010
Gênero: Drama
Direção: Jim Loach
Elenco: Emily Watson, Hugo Weaving, David Wenham, Tara Morice

               Este filme tão emocionante é baseado em fatos reais. Ele traz a história de Margaret Humphreys, uma assistente social do Reino Unido que um dia, na década de 80, é procurada por uma mulher desesperada buscando sua família, alega que vivia em um orfanato e  que o local a mandou  embora para a a Austrália, quando criança.
               No início ela fica meio incrédula, acha que podem ser fantasias misturadas com lembranças daquela moça, mas trabalhando em um grupo de adultos que tiveram a experiência em orfanatos, ouve a história de outra mulher, que diz ter acontecido o mesmo com seu irmão.
                  Margaret começa então uma intensa pesquisa por arquivos (sem o auxílio da internet, não podemos nos esquecer) e para seu espanto encontra uma imensidão de casos parecidos. Numa jornada para ajudar essas crianças, hoje já adultos, ela descobre histórias intensas, vidas marcadas por traumas, tudo resultado de um esquema ilegal de tráfico de crianças pobres para países como Austrália e Canadá.
                 Ao expor o escândalo, sua vida passa a correr risco, muitos tentam desacreditar o seu trabalho, mas apesar das imensas dificuldades e perigos, ela é uma guerreira, e consegue muito apoio em sua jornada.
                  É um daqueles filmes para reforçar a fé na humanidade, que apesar de existir muito mal no mundo, ainda existem aqueles anjos que vem para realmente fazer a diferença e tentar equilibrar a balança entre o bem e o mal.
                  Sim, você provavelmente vai chorar mais de uma vez durante o filme, mas a história também traz um final gratificante. Com certeza, merece ser visto. Preparem os lenços.

sábado, 8 de setembro de 2018

Luz, Câmera, Ação: Sofia Coppola

              Filho de peixe, peixinho é, neste caso uma peixinha. Filha do grande diretor Francis Ford Coppola, Sofia seguiu seus passos, e se deu muito bem.
              Sofia Carmina Coppola, nasceu em 14 de maio de 1971, em Nova York. É cineasta, roteirista, produtora e até se arriscou como atriz em alguns filmes, mas suas atuações foram motivos de críticas e ela descobriu que seu grande talento era atrás das câmeras.
               Seu primeiro curta metragem foi Lick the Star, em 1998. Seu primeiro longa metragem foi As Virgens Suicidas, que recebeu ótimas críticas e marca o início da parceria com a atriz Kirsten Dunst. O filme mostra uma família com cinco filhas adolescentes, que após o suicídio da caçula, passam a superproteger e vigiar as outras, trazendo consequências drásticas.
               Seu próximo filme também teve sucesso de público e crítica, Encontros e Desencontros, com Scarlet Johansson e Bill Murray como protagonistas. Seus filmes se baseiam nas relações interpessoais, trazendo ao público a alma de seus personagens.
               Inovou também ao fazer um filme de época de uma forma nada convencional: Maria Antonieta, com Kirsten Dunst interpretando a rainha francesa. Este é sem dúvida o meu favorito. Tudo nele é perfeito, as atuações, a fotografia, os acontecimentos históricos ao fundo e todo o ar fashion que é a cereja do bolo do longa.
              Já em Bling Ring: A Gangue de Hollywood, ela mostra de uma forma bem humorada uma turma de adolescentes de Los Angeles que tentam preencher o vazio de suas vidas se inspirando nas celebridades, e começam a furtar as residências das mesmas.
             Seu último filme O Estranho que Nós Amamos, vem em um tom mais sombrio, como em seu primeiro longa. Collin Farrel dá vida a um soldado da União que ferido encontra abrigo em uma espécie de orfanato só para mulheres. Todos os seus filmes tem sido destaque, e pelo visto sua carreira será longa e próspera, como a de seu pai.

                        Filmografia:

  • As Virgens Suicidas (1999)
  • Encontros e Desencontros (2003)
  • Maria Antonieta (2006)
  • Um Lugar Qualquer (2010)
  • Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013)
  • A Very Murray Christmas (2015)
  • O Estranho que Nós Amamos (2017)

sábado, 1 de setembro de 2018

Setembro Amarelo: Mês de Prevenção ao Suicídio

                 Estamos começando o mês de setembro, que é o Mês Internacional de Prevenção ao Suicídio, sendo o dia 10 o Dia Mundial de Combate ao Suicídio. Decidi falar um pouco sobre o tema, porque infelizmente no último mês tive o conhecimento de vários casos, então realmente toda atenção é pouco.
                 Este é um tema muito mais complexo, por que como prevenir algo que não há exames, como o câncer de mama ou próstata por exemplo? Tudo são os sinais, e na verdade acho que sim, a sociedade tem grande parte da culpa, porque hoje em dia grande parte das pessoas não ouve o outro de verdade, escuta, mas não ouve.
                 Claro, a vida de todos hoje é muito estressante, corremos tanto, sem saber pra quê ou por que, mas está nas nossas mãos ser um pouco solidário. Quando perguntarmos a uma pessoa "tudo bem?" que seja de coração, e dispostos a ouvir o que ela tem a nos dizer, o que muitas vezes é feito com o olhar, ou o tom de fala. Muitas vezes sentimos que a pessoa não está bem, mas não somos capazes de ceder 5 minutos de nosso dia que talvez façam a diferença.
                Os profissionais da área são extremamente importantes, mas às vezes como ninguém presta atenção estas pessoas nunca chegam até eles...E ajude a divulgar o que está ao alcance de todos, como por exemplo o telefone 141 do Centro de Valorização a Vida (CVV), porque talvez a pessoa prefira desabafar com um desconhecido.
               Vamos nos policiar para que cada um contribua um pouco. É como Carl G. Jung disse: " Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana".

Hoje é dia de Clássico Bebê: A Malvada

                                        Ficha Técnica:

Título Original: All About Eve
Ano: 1950
Gênero: Drama
Direção: Joseph L. Mankiewicz
Elenco: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Gary Merril, Marilyn Monroe

                  Bette Davis foi uma grande estrela do cinema, e este sem dúvidas é um de seus melhores filmes. Nele ela é Margo Channing, uma renomada estrela da Broadway, mas que está envelhecendo e tem dificuldades para lidar com isso.
              O filme se inicia na verdade em um jantar de premiação, onde Eve Harrington está recebendo um prêmio por sua atuação, ela agora é a queridinha da Broadway. O filme então retrocede em um ano, para mostrar a trajetória de Eve, e sua história com Margo.
              Em uma noite chuvosa, após uma apresentação a amiga de Margo traz uma fã obcecada, que estava em um beco frio próximo ao teatro (Eve). Como Margo estava em uma crise, tudo que ela precisava era  se sentir importante, o que Eve fez, já que lhe contou a história de que havia viajado para Nova York somente para acompanhar sua carreira. Margo então contrata a moça para ser sua assistente, e para morar em sua casa.
                Mas na verdade o que move Eve, é um dos pecados capitais mais devastadores: a inveja. Eve não quer ser como Margo, mas sim que esta perca tudo que tem. E no desenrolar da trama vemos como ela não vai poupar esforços para causar uma destruição total.
                 Margo, cega pela dedicação que sua nova amiga parece lhe devotar, vai caindo em suas armadilhas, e vê sua vida transformada em um caos. O filme não precisa de efeitos como muitos de hoje em dia, suas atuações brilhantes e sua trama envolvente fazem dele um dos melhores já vistos. Além de o tema ser um clássico e não sair de moda, afinal sempre tem alguém disposto a tudo para puxar o tapete de alguém. Ah, e temos uma atriz que seria uma grande estrela futuramente também: Marilyn Monroe, que faz uma pequena ponta no longa. Vale a pena ver, e com certeza, rever.


sábado, 25 de agosto de 2018

Deixou Saudade: Humphrey Bogart

                  Ele foi uma lenda de Hollywood. Atuou em grandes filmes, e também em grandes sucessos da Broadway. Deu vida a todos os tipos de papéis, dos vilões aos mocinhos de grandes romances. Seu nome ficou marcado para sempre na história do cinema.
                  Humphrey DeForest Bogart, conhecido também como Bogie, nasceu em 25 de dezembro de 1899, em Nova York. Filho de um médico e uma artista gráfica, tinha uma vida confortável na Big Apple. Se alistou na Marinha e lutou na Primeira Guerra Mundial, o barco em que estava sofreu um ataque de submarino, e ele teve sua boca rasgada por um pedaço de madeira, o que afetou sua fala pelo resto da vida.
                   Começou sua carreira no teatro, no Brooklin, em 1921. Ele nunca tinha feito um curso de atuação, seu talento era nato. Entre os anos de 1922 e 1925 apareceu em várias produções da Broadway. Em 1926 se casa com sua primeira esposa Helen Menken, mas se separaram um ano depois. Em 1928 ele se casa com a também atriz Mary Philips. Em 1934 ele atua na peça " Invitation to a Murder" que lhe trouxe grande destaque, no papel do ex presidiário Duke Mantee. A Warner Bros comprou os direitos de filmagem da peça, e Bogart repetiu o papel. O filme foi lançado em 1936 e tinha Bette Davis no elenco. Bogart foi muito elogiado por este papel.
                    Sua esposa não quis acompanhá-lo a Hollywood e ele acabou se divorciando novamente. Em 1938 se casa pela terceira vez, com Mayo Methot, mas foi um casamento conturbado, marcado pelo ciúme de sua companheira e muitas brigas. Sua carreira porém começava ascender. Fez pequenos papéis até o início da década de 1940, mas em 1941 conseguiu o papel de protagonista no longa Seu Último Refúgio. No mesmo ano atua no filme noir Relíquia Macabra, considerado por alguns críticos o melhor filme de todos os tempos.
                  Humphrey até então interpretava gangsteres ou policiais, mas em 1942 ele atua em um dos maiores clássicos do cinema, o romance Casablanca. Ele interpreta Rick Blaine, dono de um clube noturno em Casablanca, no Marrocos, e que balança o coração da protagonista vivida por Ingrid Bergman. Concorreu ao Oscar de Melhor Ator, mas não venceu.
                  Em 1944 ele atuou no longa Uma Aventura na Martinica, onde conheceu sua quarta esposa, a então jovem atriz Lauren Bacall. Finalmente ele acertou, os dois foram felizes e tiveram um casal de filhos.
                Nos anos seguintes, ele continuou atuando em grandes produções, como O Tesouro de Sierra Madre. Algumas dessas produções foram ao lado de sua esposa. Em 1949 fundou sua própria produtora, a Santana Productions.
                Em 1951 contracenou com Katharine Hepburn no longa dirigido por John Huston Uma Aventura na África. Numa excelente atuação como o banqueiro Charlie Alnutt, conquistou o Oscar de Melhor Ator.
               Em 1954 contracena com Audrey Hepburn no romance Sabrina (um dos meus favoritos) e também com Ava Gardner em A Condessa Descalça. Seu último filme foi A Trágica Farsa, em 1956. Ele descobriu então que estava com câncer de esôfago, chegou a fazer uma cirurgia, mas o câncer continuou se espalhando, e ele faleceu em 14 de janeiro de 1957. Mas deixou excelentes filmes. E "Sempre teremos Paris"
                                    Filmografia:

  • A Floresta Petrificada (1936)
  • Beco Sem Saída (1937)
  • Anjos de Cara Suja (1938)
  • Vitória Amarga (1939)
  • Seu Último Refúgio (1941)
  • Relíquia Macabra (1941)
  • Garras Amarelas (1942)
  • Casablanca (1942)
  • Graças à Minha Boa Estrela (1943)
  • Uma Aventura na Martinica (1945)
  • À Beira do Abismo (1946)
  • Prisioneiro do Passado (1947)
  • Paixões em Fúria (1948)
  • O Tesouro de Sierra Madre (1948)
  • No Silêncio da Noite (1950)
  • Uma Aventura na África (1951)
  • Um Preço Para Cada Crime (1951)
  • Deadline- U.S.A. (1952)
  • De Tanga e Sarongue (1952)
  • O Diabo Riu Por Último (1953)
  • Campo de Batalha (1953)
  • Sabrina (1954)
  • A Nave da Revolta (1954)
  • A Condessa Descalça (1954)
  • Veneno de Cobra (1955)
  • Horas de Desespero (1955)
  • Do Destino Niguém Foge (1955)
  • A Trágica Farsa (1956)

domingo, 19 de agosto de 2018

Made in Brazil: Cândido Portinari

               Ele foi um grande artista plástico brasileiro, reconhecido no mundo todo. Suas obras traziam temas do cotidiano, e tipicamente brasileiras. Este foi Cândido Portinari.
               Cândido Torquato Portinari, nasceu em Brodowski, no interior do estado de São Paulo, em 29 de dezembro de 1903. Filho de imigrantes italianos, nasceu em uma fazenda de café, que era o ouro do interior paulista na época. Portinari estudou apenas o primário. Quando tinha quatorze anos um grupo de pintores que restauravam igrejas o recrutaram como ajudante, e ele seguiu com seu talento.
                                                                      (Baile na Roça)

             Aos quinze anos parte para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Durante seus estudos já começa a chamar a atenção de professores e da própria imprensa. Aos vinte anos já participava de exposições e tinha seu talento reconhecido. É nesse período que se interessa pelo Modernismo.
                                                                       (Chorinho)

             Portinari sonhava ganhar a medalha de ouro da Escola Nacional de Belas Artes, em 1926 e 1927 conseguiu destaque mas não venceu, acreditava que era por seu estilo modernista. Em 1928, ele concorre com uma tela no estilo acadêmico e vence o prêmio, ganhando também uma viagem a Europa.
                                                                      (Dom Quixote)

               Viveu dois anos em Paris, onde aperfeiçoou seu estilo e conheceu a mulher de sua vida Maria Martinelli. Em 1931, retorna ao Brasil, mudando totalmente seu estilo, abandonando a tridimensionalidade de suas obras e quebrando o compromisso volumétrico.
                                                              (O Lavrador de Café)

               O artista começa a se dedicar a murais e afrescos. Expões três telas no Pavilhão Brasil  da Feira Mundial em Nova York, em 1939. Seus quadros chamaram a atenção do diretor do Museu de Arte Moderna de Nova York, Alfred Barr. Portinari conseguiu até uma exposição individual no museu e fez dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington.
                                                                    (Os Retirantes)

                Em 1944 foi convidado por Oscar Niemeyer para decorar com suas obras o Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte. Em 1947 expõe na Galerie Charpentier, em Paris. Em 1948 se exila no Uruguai, depois de ter perdido eleições como deputado federal e senador, os quais concorreu pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro).
                                                                  (Meio Ambiente)

                 Em 1952 retorna ao Brasil, ano em que ocorre a Primeira Bienal, que expõe suas obras com destaque em uma sala particular. Porém nos anos 50 começam grandes problemas de saúde, um quadro grave de intoxicação por chumbo, presente nas tintas que ele utilizava. Mesmo assim, não parou de pintar, e em 1962 foi convidado pela prefeitura de Barcelona, na Espanha para uma exposição com mais de 200 telas, porém faleceu em 6 de fevereiro do mesmo ano. Foi sepultado no cemitério São João Batista no Rio de Janeiro. Em sua cidade natal, Brodowski, existe o Museu Casa de Portinari e na cidade de Batatais a Catedral é decorada com suas obras. É o pintor brasileiro com maior reconhecimento mundial.
                                                                        (Futebol)

Eu estou com Bolsonaro


                    A corrida pelas eleições está a todo vapor. E pelas conversas que ouvimos, embora temos vários candidatos a Presidência, muitas pessoas ainda não sabem em quem votar. Mas eu fiz minha escolha (na verdade bem antes da formal candidatura), e digo, sim,  que estou com Jair Bolsonaro!
                   E se não fosse sua eleitora, teria me tornado depois do debate da última sexta-feira, onde ele se posicionou para a retirada do púlpito vazio ao "candidato" Lula ou não participaria do debate. Aliás essa é a maior das palhaçadas políticas (e olha que temos um histórico bem vasto neste sentido) um presidiário, condenado em segunda instância, depois de um rito processual totalmente dentro da lei poder registrar sua candidatura, mas isso é outra história.
               Jair Messias Bolsonaro, é um militar da reserva e atualmente Deputado Federal do Rio de Janeiro. Disputa a Presidência pelo PSL (Partido Social Liberal). Eu estava totalmente desiludida com a política brasileira, depois de tantos escândalos na última década, mas comecei a acompanhar o trabalho de Bolsonaro e vi uma luz no fim do túnel.
                O Brasil tem muitos problemas com certeza, mas vejo a falta de segurança um dos maiores, pois ele desencadeia tantos outros. E gosto do foco dele nessa parte. Acho que mais do que nunca precisamos que os dizeres de nossa bandeira "ordem e progresso" sejam vivenciados por aqui. O resultado de leis brandas, recursos intermináveis, saídas temporárias e progressões de pena é um país mergulhado no caos, porque os bandidos não tem mais medo da punição, e nós cidadãos de bem é que somos punidos no final das contas.
                 Além do mais, ele tem o essencial para mim: não é réu na Lava-Jato, não responde a nenhum processo por corrupção. Em tempos de inversão de valores tão grande, parece que a honestidade é uma coisa supérflua, mas ela é a base de tudo. Outra coisa me chama a atenção, sua posição contrária quanto ao Estatuto do Desarmamento. As pessoas de bem devem ter o direito a defesa.
                E suas respostas a imprensa simplesmente me divertem! Gosto de suas respostas de "gente como a gente", e não aquelas ladainhas ensaiadas.Mas uma coisa me deixa chateada, pois a imprensa passa tanto tempo o acusando de homofóbico, misógino, racista e ressuscitam até seu desentendimento com Maria do Rosário e tiram o seu tempo para falar de suas propostas, para que quem não o conhece saiba de suas reais intenções para com o país.
                 Um dia ouvi uma pessoa dizendo "Bolsonaro não fez alianças políticas, não vai ter tempo na TV, e fica difícil se eleger", e eu respondi que por isso mesmo ele tinha meu voto, por não fazer aliança com essas raposas velhas da política.
                 Superstar na internet,sempre vemos vídeos dele sendo muito bem recebido por onde passa. Eu reafirmo, estou com Bolsonaro e deposito minhas esperanças de que ele vai fazer o país sair do "lado negro da força". É melhor JAIR se acostumando....